02/09/17
Samuel vai à Câmara e admite que coleta de lixo está mais cara
O diretor geral do SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto- Samuel Nunes, participou da reunião da Câmara Municipal de Itaúna nesta semana, a convite dos vereadores. O assunto a ser discutido e esclarecido era o custo da coleta de lixo, mais alto, com a terceirização.
O SAAE, que era o responsável pela coleta do lixo, fez contrato com a COOPERTUR - Cooperativa de Transportes Urbano e Rural, empresa com diversas denúncias na Justiça, considerada inidônea, com reputação ruim em algumas cidades onde prestou serviços. Sobre isto, Samuel disse que só soube dos problemas legais da empresa pela imprensa, mas que está se inteirando dos fatos.
A primeira questão, colocada pela vereadora Otacília Barbosa, foi sobre a demissão dos antigos colaboradores que faziam a coleta do lixo na cidade e a rotatividade de servidores. A justificativa de Samuel era falta de escolaridade mínima de 4ª série destes servidores, o que poderia ter sido resolvido, segundo Otacília, com uma pequena alteração na lei municipal.
Sobre o contrato de terceirização, Samuel disse a Otacília e demais vereadores que o contrato de terceirização foi feito porque os caminhões que estavam contratados pelo SAAE estavam com problemas e derramavam chorume pelas ruas da cidade.
A empresa foi notificada por duas vezes em poucos dias e o contrato rescindido. A empresa, proprietária dos caminhões, pretendia comprar novos veículos para atender o contrato, mas não teve tempo, teve contrato rescindido.
Segundo Samuel o custo mensal está ligado à quantidade de toneladas recolhidas. Neste contrato seriam 1.600 toneladas por mês ao preço de R$ 210,74 a tonelada totalizando R$ 337.184,00. Samuel disse ainda que em 30 dias, de 20 de julho a 20 de agosto foram recolhidas 1.165 toneladas de lixo. O vereador Antônio de Miranda lembrou que antes, até final de 2016, o custo da coleta não ultrapassava R$ 200.000,00 mensais.
Diante dos números, Samuel confirmou que sim, o custo atual é mais caro, mas disse que é um serviço melhor. Não foi levado à discussão porque o lixo tem sido recolhido por um motoqueiro, como é o caso da rua Dr. Miguel Augusto, onde um motoqueiro sai recolhendo o lixo, carregando nas mãos, sem ajuda de um baú e leva o lixo para um ponto onde é recolhido então por um caminhão.
Pela apresentação dos números pelo diretor do SAAE, o custo do aterro sanitário subiu R$ 140.000,00, passando de R$ 80.000,00 para R$ 220.000,00.
Tanto aumento nos valores praticados hoje para a coleta do lixo na cidade provoca preocupação com um outro valor, o da "taxa do lixo", que é cobrada mensalmente na conta de água e que foi tão explorada durante a campanha eleitoral. Um dos compromissos do prefeito Neider era revisão desta taxa por um critério "mais justo", o que não aconteceu. A taxa na verdade sofreu ajuste para mais e deve subir novamente com o aumento dos custos, segundo a afirmação de Samuel de que está sendo estudada uma revisão da tarifa.