Nesta semana foram feitas duas reuniões. A primeira
delas, na segunda-feira, foi apenas entre os membros da comissão. O
objetivo era decidir os nomes das pessoas que deverão ser ouvidas nesta
nova fase e claro, a convocação do prefeito Eugênio Pinto que não
atendeu a nenhuma notificação anterior, nem mesmo a feita através do
Diário Oficial.
Novamente os vereadores tentaram notificar o prefeito
para fazer sua defesa, mas não conseguiram. No Gabinete ninguém quis
receber a notificação para encaminhá-la a Eugênio, nem mesmo sua
namorada e chefe de Gabinete, Iris Léia Rodrigues, aceitou receber o
documento. O mais estranho é que nem o protocolo quis receber, ordens do
prefeito para que ninguém dentro da administração receba quaisquer
documentos da CPI. O jeito foi notificá-lo de novo através da imprensa
oficial, publicação do dia 02 de março. Os vereadores fizeram ainda
comunicado à Ordem dos Advogados do Brasil - OAB - Itaúna, relatando a
dificuldade em ouvir a defesa do prefeito. A OAB então nomeou um defensor
dativo, ou seja, gratuito, para fazer a defesa do prefeito diante da
comissão.
Na segunda reunião da semana, na quinta-feira, o
prefeito, como era esperado, não compareceu. O advogado nomeado pela OAB,
Adilson Francisco Antunes esteve na reunião onde conheceu partes do
processo com explanação feita pelo Procurador da Câmara, Geraldo
Magela, o Gatão. O defensor do prefeito vai receber na próxima semana
todos os documentos da CPI, documentos estes que Eugênio nunca aceitou
receber. O advogado Adilson vai estudar o processo para fazer sua defesa
até que Eugênio decida contratar um outro advogado para representá-lo,
ou não.
Na próxima semana a CPI vai ouvir diretoras de
escolas onde o projeto deveria ter sido implantado, o presidente da
comissão da licitação que culminou na contração da Prescon, os
ex-secretários de Educação, Marisa Pinto e Márcio Bernardes e o atual,
Heli Maia e todas as pessoas que de alguma forma tiveram contato com a
empresa ou assinaram documentos na sua contratação.