Segundo o coordenador da campanha, Márcio Macedo, as
agências foram escolhidas de acordo com uma pesquisa divulgada em maio
deste ano, feita pela Organização Internacional do Trabalho e Polícia
Rodoviária Federal. A pesquisa apontou Minas Gerais como o Estado com maior
número de pontos vulneráveis devido à grande concentração de malha
rodoviária federal no Estado. "Os pontos vulneráveis receberão
atenção especial com várias ações educativas" ressalta o
coordenador.
A campanha foi lançada em 15 de maio passado e
registra crescimento significativo. Só nos primeiros oito meses deste ano,
o Disque Direitos Humanos (0800-31-1119) recebeu 1.889 denúncias de crimes
contra criança e adolescente, a maior parte após o início da campanha. Em
todo o ano de 2007 foram recebidas 1895 denúncias. "Com o aumento das
denúncias, temos o aumento de inquéritos, de ações na Justiça e dessa
forma é possível coibir este tipo de ação" afirma Macedo.
O subsecretário de Direitos Humanos da Sedese, João
Batista de Oliveira, afirma que a credibilidade dos Correios vai ajudar a
aumentar a visibilidade da campanha. "Os Correios têm uma vasta
história com projetos de responsabilidade social, isso dá ainda mais
credibilidade às ações realizadas para o enfrentamento à exploração
sexual contra a criança".
A campanha Proteja Nossas Crianças já realizou
várias ações como blitze nos entrepostos da Ceasa, parcerias com diversos
sindicatos, ação educativa no campus da PUC Minas São Gabriel e stands no
13º Encontro Mineiro de Transportadores Rodoviários de Carga de Minas
Gerais e na Feira do Empreendedor realizada esta semana pelo Sebrae, no
Expominas.