Prefeitura é acusada de contratar
empresa para camuflar contas
Durante
o pequeno expediente, na última reunião da Câmara o vereador Edno
José de Oliveira, disse que foi procurado por um cidadão que contou
que a Prefeitura contratou empresa para "camuflar",
"maquiar" as contas da Prefeitura, de forma a evitar que a
Administração Municipal seja imputada na Lei de Responsabilidade
Fiscal. Afirmou que essa empresa estaria planejando utilizar um
decreto lei de forma totalmente irregular a fim de realizar esse tipo
de "maquiagem". Edno lembrou que a desobediência à Lei de
Responsabilidade Fiscal pode implicar em perda de mandato e até mesmo
reclusão, e que há grandes indícios de que a atual Administração
a esteja desobedecendo. Pediu a formação de uma comissão de
vereadores para verificar a denúncia in loco, pois considera o caso
um caso de polícia.
O vereador Rosse Andrade Silva falou sobre
reunião realizada com representantes da Libertas Auditores e
Consultores, contratada para análise da documentação referentes
aos repasses de verbas da Secretaria Municipal de Saúde ao Hospital
Manoel Gonçalves. Sugeriu que seja realizada uma reunião, se
possível na próxima segunda-feira, às 10 horas, com a presença
da Promotoria de Justiça, o Juiz de Direito, o Provedor do
Hospital, o Secretário de Saúde e os vereadores, para discussão
do relatório entregue pela Libertas Auditores e Consultores com a
finalidade de buscar uma solução definitiva do problema. Afirmou
que o relatório aponta para uma situação caótica, e por isso
considera urgente a necessidade de realização da reunião
sugerida.
O vereador Donizete Geraldo de Lima,
falou da contratação, por parte da Prefeitura, de empresa
particular para elaboração de projeto de retirada da linha férrea
da zona urbana de Itaúna, "empresa essa contratada por um
preço altíssimo sem resultados positivos". Afirmou que, em
2005, já pedia providências para resolução dos problemas
trazidos pelos 19 cruzamentos da linha férrea com vias urbanas
dentro dos limites do Município, mas até hoje o problema não foi
resolvido. Lembrou que vários cidadãos enfrentam problemas sérios
com as rachaduras e com o incômodo trazido pela presença constante
das locomotivas e vagões dentro da zona urbana de Itaúna. Pediu
que a Mesa Diretora cobre do Prefeito a retirada da linha férrea de
dentro dos limites urbanos, mas enquanto essa obra não se realize,
que sejam adotadas medidas para aumentar a segurança nos
cruzamentos da linha férrea com vias urbanas e também para
diminuir a trepidação e a poluição sonora trazida pelas
locomotivas e vagões.