Enganar a população. É isto que o prefeito de
Itaúna, Eugênio Pinto, e o secretário de Saúde, José Oscar
Junior, têm feito para derrubar a administração do Hospital
Manoel Gonçalves. Contam mentiras, arranjam "provas" de
má administração, fazem o povo de bobo. O prefeito e o
secretário, mesmo sabendo que estão contando mentiras, insistem em
destruir o trabalho do Hospital Manoel Gonçalves perante a
população itaunense e da região.
Alguns meses atrás iniciaram a campanha contra o
hospital itaunense alegando que ele pagava contas para as clínicas
e laboratório que prestam serviços terceirizados. Tentaram abrir
uma auditoria no Hospital, mesmo sabendo que não tinham motivo ou
poder para tal. Motivo porque o Hospital presta contas à Prefeitura
todos os meses e suas contas nunca foram reprovadas. Não
conseguiram o intento e passaram para outra estratégia: deixar o
Hospital sem dinheiro para a folha de pagamento dos funcionários e
pagamento de fornecedores.
O prefeito e seu secretário gostam de dizer que
fazem repasses com dinheiro da Prefeitura para o Hospital. Mentira.
Os repasses vêm do Ministério da Saúde e são pagamentos pelos
atendimentos que o Hospital faz pelo SUS. Pagamento por serviços
prestados, não por repasse de verba.
O repasse que deve ser feito pela Prefeitura também não é
nenhuma caridade. É o pagamento pelo serviço do Plantão 24 Horas
que, apesar de estar instalado no Hospital Manoel Gonçalves, é
serviço municipal, com responsabilidade do gestor, ou seja, do
prefeito em exercício.
Demora no repasse do pagamentos do SUS
Para conseguir destruir a reputação do
Hospital, a secretaria de Saúde não faz o repasse do pagamento do
Governo Federal em tempo hábil para o cumprimento das obrigações
financeiras do Hospital. O SUS repassa o dinheiro entre os dias 4 e
5 de cada mês. O dinheiro fica na contabilidade da Prefeitura e há
quatro meses é entregue ao Hospital com muito atraso. Deveria ser
repassado até o 10 dia de cada mês em condições normais.
Até a data de hoje, 27 de setembro, o repasse referente ao mês
de agosto não foi de todo feito. E o dinheiro não é da Prefeitura
e sim pagamento do SUS para o Hospital. Eles mentem tão
descaradamente que, recentemente, dia 19 de setembro, foram para a
TV e falaram que não deviam nada ao Hospital. Então, depois da
entrevista, fizeram um repasse à noite, de 50 mil reais. Mas o
total a ser repassado era de 318 mil reais. Acredita-se que a
Prefeitura esteja usando o dinheiro para quitar a própria folha de
pagamento.
Plantão 24 Horas é serviço da Prefeitura
O Plantão 24 Horas apenas funciona no Hospital
Manoel Gonçalves, mas não é de sua responsabilidade. Quando foi
criado funcionava no INSS, depois foi transferido para o Hospital em
acordo entre as duas partes, mas toda a despesa é da Prefeitura.
Desde 1997 o contrato com o Hospital para manter
o Plantão 24 Horas em seu prédio era automaticamente renovado e
este contrato terminou em 31 de maio deste ano, 2007. Foram muitas
as tentativas de renovação por parte do Hospital, mas a Prefeitura
não quer nem ouvir falar.
O secretário José Oscar, segundo o Hospital,
disse que sabe que o contrato está vencido, mas que não tem
interesse em renovar o contrato para manter o Plantão 24 Horas.
Mas a população não sabe de quem é o
plantão, acha que é de responsabilidade do Hospital, e a
Prefeitura não tem interesse algum em assumir a verdade e ainda
alega que não tem dinheiro para bancar o serviço.
O Hospital, por sua vez, não quer parar o
atendimento mesmo pagando com seus próprios recursos, porque
conhece a importância do atendimento do plantão para a população
de Itaúna. Então, vai acumulando prejuízos por bancar uma conta
que não é sua e, ainda por cima, ficam prefeito e secretário
falando de má administração no Hospital. Em todas as cidades os
serviços de emergência e urgência são de responsabilidade da
administração municipal.
Quando o plantão foi para as dependências do
Hospital a Prefeitura contratou o serviço para atendimento de 2.500
pessoas, hoje são em média 8 mil atendimentos mensais.
CTI tem prejuízo de 45 mil mensais
O CTI é outro problema sério que o Hospital
administra. Quando o serviço foi criado, ainda na época do
prefeito Osmando Pereira da Silva, foi assinado acordo de que a
Prefeitura pagaria mensalmente 29 mil reais e cobriria possíveis
débitos do CTI.
Naquela época eram 4 leitos e o trato de
pagamento de déficits só foi cumprido no primeiro mês. Hoje são
10 leitos e o repasse mensal da Prefeitura é de apenas 35 mil reais
e o prejuízo mensal é de 45 mil reais.
O custo da diária do CTI, um dos menores do
Estado, é de 650 reais e o SUS repassa apenas 205 reais. Este
contrato acaba em 31 de dezembro deste ano e a Prefeitura pode se
negar a renová-lo, mas o Hospital não pretende parar com o
serviço.
Os representantes do Hospital dizem que o CTI era um sonho dos
médicos e da população, e que não pode ser interrompido.
Quais são as intenções do prefeito?
Desestabilizar
financeiramente o Hospital e passar a imagem de que é mal
administrado. Mas por que? Porque quer fazer política com a saúde
da população, porque o Hospital é dirigido por um irmão do
deputado Neider Moreira, Dr. Lincoln Moreira, e ainda porque outro
irmão do deputado, Silmar Moreira, pretende concorrer às
eleições no próximo ano.
José Oscar faz novas
acusações na Câmara
Na terça-feira, servidores municipais foram
intimados a encher as galerias da Câmara para ouvir o secretário
de Saúde fazer as mais indescritíveis acusações contra o
Hospital. O mais grave é que ele sabe que mente, mas ainda assim
tem a coragem de continuar suas acusações.
Entre muitas acusações, duas são as mais
graves: a de que a Unimed estaria usando a ambulância do Hospital
para transportar seus associados e, a pior e mais falsa, a de que o
Hospital estaria aplicando dinheiro na Bovespa - Bolsa de Valores do
Estado de São Paulo. A duas foram desmentidas pelo provedor, dr.
Lincoln Moreira.
Sobre a ambulância, o provedor explicou que a
obrigação de comprar ambulâncias é do Município, mas que, ainda
assim, o Hospital adquiriu duas. A Prefeitura paga apenas o
motorista e a gasolina. Ao Hospital cabe o custo mais alto, o de
manutenção. Dr. Lincoln lembrou que recentemente duas ambulâncias
se envolveram em acidentes e o Hospital teve que pagar o conserto.
Quando a Unimed precisa de uma ambulância e o Hospital pode
cedê-la, o motorista é da Unimed que ainda paga por quilômetro
rodado. Este pagamento acaba ajudando ao Hospital nos custos de
manutenção das ambulâncias.
Quanto à aplicação de dinheiro na Bovespa, a
contadora do Hospital, Gislaine Andréia, ficou surpresa com a
acusação e ligou para Bovespa onde conversou com uma pessoa
chamada Fiori. Fiori explicou que não há dinheiro do Hospital na
Bolsa. O que existe é que há alguns anos o Hospital pediu um
empréstimo bancário. O banco buscou este dinheiro na Bolsa de
Valores, coisa corriqueira no sistema financeiro. Por isto o nome do
Hospital continuou no cadastro da Bolsa, mesmo depois do empréstimo
ter sido quitado.
- Quem dera se tivéssemos dinheiro lá, disse
Gislaine, daria para pagar algumas coisas...
O próprio secretário de Saúde sabe de tudo
isso, o prefeito talvez não, não conhece sistema financeiro, mas
José Oscar sabe e ainda assim usa do pouco conhecimento da
população sobre alguns assuntos para destruir o nosso único
Hospital. Mas se esta diretoria do Hospital se afastasse, a
Prefeitura daria conta de manter o Hospital em funcionamento? Não
tem dado conta de administrar a cidade...
Transformar o Hospital em municipal é outra
idéia megalomaníaca do prefeito que ouve isso de alguns assessores
que ele considera inteligentes e acredita na possibilidade. Não
conhecem nada de lei e acham que o Hospital não tem um Estatuto. O
porquê de toda essa picuinha que acaba prejudicando a população,
é o que queremos entender.
Quando dizem que não têm interesse e nem
dinheiro para manter o Plantão 24 Horas, única esperança de uma
consulta, um socorro médico de grande parte da população, não
entendemos então outros enormes gastos que não beneficiam tanto a
população, como mais de R$ 1.000.000,00 gastos em comunicação,
mais de R$ 1.000.000,00 gastos em pesquisa, R$ 2.593.000,00 gastos
com informática, centenas de milhares de reais gastos com
consultorias para fazer o trabalho dos servidores já contratados
pela Prefeitura e que já recebem para isso, e por aí vai. Milhões
gastos desnecessariamente, em nossa opinião, mas o prefeito não
paga a sua dívida com o Hospital. Não lhe entrega o dinheiro que
é seu e vem como pagamento do Governo Federal, em dia e ainda por
cima não faz o repasse dos serviços de sua responsabilidade, o
Plantão 24 Horas que, mesmo no vermelho, o Hospital vem bancando
porque não quer deixar que a população itaunense morra sem
atendimento e vire notícia como acontece em outras cidades, como
vemos quase todos os dias na televisão.
Por que tanta maldade justo com o povo mais pobre que o elegeu
confiando que ele olharia por ele?