30/08/08
Operação João de Barro
Ainda é cedo pra falar em inocência
Ao contrário do que tem divulgado a sua assessoria de Comunicação, a prefeitura de Itaúna não foi inocentada pela Polícia Federal. Na semana passada enviou release às redações falando desta "inocência" com uma foto onde o procurador do Município, Osmar de Andrade, recolhia os documentos levados pela PF no dia 20 de junho. Mas a devolução da documentação não inocenta a administração. A prefeitura de Itaúna pode ter solicitado a devolução destes documentos alegando precisar deles para procedimentos rotineiros. A PF faria então cópias e restituiria a documentação.
O jornal O Tempo publicou no dia 16 de agosto, o relatório da PF onde a prefeitura de Itaúna é relacionada, junto com outras 26 prefeituras, como ainda em suspeição, ou seja, há indícios de desvios de verbas. Portanto, é ainda cedo para que a prefeitura de Itaúna se declare inocente de qualquer suspeita da Polícia Federal com relação ao desvio de verbas do PAC.
Leia no quadro a matéria veiculada no jornal O Tempo e abaixo a relação das prefeituras, na arte cedida pelo O Tempo à GAZETA DE ITAÚNA.
 
Sem provas contra 62 prefeitos
Outros 27 administradores municipais ainda estão sob suspeição
Amália Goulart
Ezequiel Fagundes
A Polícia Federal não teria conseguido comprovar a participação de 62 prefeitos no esquema que fraudava obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que desencadeou a operação João de Barro, da Polícia Federal. Um documento exclusivo obtido pelo O TEMPO, e que faz parte do inquérito policial, mostra que os federais dividiram os prefeitos em três grupos distintos após a realização da operação.
O primeiro consiste naqueles que tem envolvimento comprovado no esquema. Um outro grupo seria o dos os administradores que não tiveram a participação comprovada nas fraudes. O grupo intermediário consiste nos nomes de prefeitos suspeitos, que poderiam saber do esquema, mas que não admitiram participação ou ciência dos desvios.
Os prefeitos que efetivamente tiveram participação no esquema, segundo a PF, são 31. Fazem parte do grupo intermediário 27 administradores. Ao relacionar os suspeitos que seriam inocentes, o documento diz: "Colecionamos em um último grupo os tópicos destinados a apontar os elementos colhidos em relação aos municípios em que o envolvimento do prefeito municipal ainda não fora identificado".
 
Editoria de Arte/OTEMPO