Operação João de Barro
Ainda é cedo pra falar em inocência
Ao contrário do que tem divulgado a sua assessoria de
Comunicação, a prefeitura de Itaúna não foi inocentada pela
Polícia Federal. Na semana passada enviou release às
redações falando desta "inocência" com uma foto
onde o procurador do Município, Osmar de Andrade, recolhia os
documentos levados pela PF no dia 20 de junho. Mas a devolução
da documentação não inocenta a administração. A prefeitura
de Itaúna pode ter solicitado a devolução destes documentos
alegando precisar deles para procedimentos rotineiros. A PF
faria então cópias e restituiria a documentação.
O jornal O Tempo publicou no dia 16 de agosto, o
relatório da PF onde a prefeitura de Itaúna é relacionada,
junto com outras 26 prefeituras, como ainda em suspeição, ou
seja, há indícios de desvios de verbas. Portanto, é ainda
cedo para que a prefeitura de Itaúna se declare inocente de
qualquer suspeita da Polícia Federal com relação ao desvio de
verbas do PAC.
Leia no quadro a matéria veiculada no jornal O Tempo e
abaixo a relação das prefeituras, na arte cedida pelo O
Tempo à GAZETA DE ITAÚNA.
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Sem provas contra 62 prefeitos
Outros 27 administradores municipais ainda estão
sob suspeição
Amália Goulart
Ezequiel Fagundes
A Polícia Federal não teria conseguido comprovar a
participação de 62 prefeitos no esquema que fraudava
obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e
que desencadeou a operação João de Barro, da Polícia
Federal. Um documento exclusivo obtido pelo O TEMPO, e
que faz parte do inquérito policial, mostra que os
federais dividiram os prefeitos em três grupos
distintos após a realização da operação.
O primeiro consiste naqueles que tem envolvimento
comprovado no esquema. Um outro grupo seria o dos os
administradores que não tiveram a participação
comprovada nas fraudes. O grupo intermediário consiste
nos nomes de prefeitos suspeitos, que poderiam saber do
esquema, mas que não admitiram participação ou
ciência dos desvios.
Os prefeitos que efetivamente tiveram participação no
esquema, segundo a PF, são 31. Fazem parte do grupo
intermediário 27 administradores. Ao relacionar os
suspeitos que seriam inocentes, o documento diz:
"Colecionamos em um último grupo os tópicos
destinados a apontar os elementos colhidos em relação
aos municípios em que o envolvimento do prefeito
municipal ainda não fora identificado".
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Editoria de Arte/OTEMPO