Alison Barbosa*
 
Presidente do Grupo de Apoio, Luta e Defesa dos Interesses das Minorias – GALDIUM – em Itaúna/MG, e coordenador da rede de Assuntos para Adolescência e Juventude GLBT da Região Sudeste da ABGLT.
Pra começo de conversa...
Tenho que admitir que meu estilo de escrita muda de acordo com meu humor. Não sei se os grandes pensadores de nossa História Ocidental também tinham tais alterações de humor, mas concordo que às vezes penso em tratar de um tema mais simples, e acabo me tornando complexo como uma fórmula matemática. Acredito que as variações de nossa cabeça nos arrebatam de tal forma que, se num momento queria falar de bolinhas, ora já estou falando de esferas de tamanhos variados e por aí vai. Alguém já me disse também que escrevo em enigmas. O que é a linguagem, se não um código a ser decifrado? Se eu escrevo muito às claras, imprimindo aquele ferro quente que marca o gado, dando nomes aos bois, metem-me um processo que terei que sair às pressas em busca de recursos para pagar muitas e prestações de serviços – se não forem penas mais duras! Quando estou de bom humor, permaneço quieto. Mas se estou áspero, cuida-te para não ser alvo dos meus enigmas!
 
Senador americano contrário aos direitos gays sai do armário
Roy Ashburn é um senador norte-americano conhecido por se opor à concessão de direitos civis para homossexuais. Representante da Califórnia, ele foi um dos principais articuladores para o veto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no Estado. E não é que o mesmo Ashburn saiu do armário depois de ser detido dirigindo embriagado ao sair de um bar gay? "Eu sou homossexual... são estas as palavras que foram tão difíceis para mim durante tanto tempo", disse o político em entrevista à rádio KERN-AM, de Bakersfield.
Diante da hipocrisia flagrante, Roy Ashburn explicou que seus posicionamentos conservadores apenas refletem os ideais da fatia da população a que representa. Sem ter mais como se esconder, o senador lamentou o episódio: "Através das minhas ações, tornei a minha vida pessoal pública". Além de ter trabalhado pela aprovação da Proposta 8, Ahsburn também se opôs ao projeto de lei que instituía o Dia de Harvey Milk, homenagem ao militante gay vivido no cinema por Sean Penn.
Geoff Kors, diretor do grupo Equality California comentou a notícia a pedido do jornal "Los Angeles Times": "É triste que ele tenha ajudado a espalhar o fanatismo que o forçou a permanecer no armário".
Fonte: www.mixbrasil.uol.com.br
 
SENASP cria Grupo de Trabalho sobre as políticas em Segurança Pública para LGBT
A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça publicou a Portaria que trata sobre a criação de grupo de trabalho sobre as políticas em Segurança Pública para a população LGBT. O Grupo de Trabalho tem como objetivos: diagnosticar, elaborar e avaliar a promoção das políticas de segurança pública para a população LGBT; criar instrumentos técnicos para elaboração de diretrizes, de recomendações e de linhas de apoio, visando o estabelecimento de ações de prevenção à violência e combate à impunidade de crimes contra a população LGBT; elaborar cursos, conteúdos e metodologias de ensino, específicos ao tema, a serem utilizados na capacitação das polícias estaduais e guardas municipais, de acordo com a Matriz Curricular Nacional das Polícias e Matriz Curricular das Guardas Municipais; analisar casos de violência contra LGBT.
Fonte: Equipe Coordenação Geral de Promoção dos Direitos LGBT
 
FUNDADO FÓRUM PELA SAÚDE E DIREITOS HUMANOS LGBT DE MINAS GERAIS
No dia 28 de janeiro de 2010, na cidade de Curitiba-PR, na ocasião da V Conferência da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersex (ILGA), foi fundado o Fórum pela Saúde e Direitos Humanos LGBT de Minas Gerais – FSDH de Minas Gerais.
O FÓRUM tem como objetivo a articulação das entidades não governamentais e sem fim lucrativo que desenvolvem atividades na luta ao acesso das pessoas e coletividades às políticas, aos bens e serviços sociais que promovem a qualidade de vida, destacando no enfretamento da epidemia de AIDS e das DST, combatendo à epidemia do HIV/AIDS no âmbito do estado. E na defesa dos Direitos Humanos, efetivação da cidadania LGBT e no enfretamento da Homofobia, por uma sociedade democrática sem quaisquer formas de preconceito, discriminação e exploração.
O nascimento do Fórum foi, apontadas por várias lideranças LGBT de Minas Gerais, uma necessidade de ser ter um espaço para a discussão e atuação coletiva em prol das questões especifica dos LGBT(Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e maior articulação entre ONG-LGBT mineira. Uma das primeiras tarefas do FSDH – LGBT é a construção de uma agenda de atividades que possa potencializar as reivindicações do conjunto do movimento do estado.
O movimento LGBT de Minas Gerais é um dos mais atuantes do país, com reconhecimento nacional, congrega o maior número de instituições e também maior número de manifestação de visibilidade, como as Paradas do Orgulho LGBT, totalizando 29 eventos de visibilidade.
Fonte: Carlos Magno, por e-mail.
 
  
Soldados gays são presos após protesto em frente à Casa Branca
Com o intuito de demonstrar o descontentamento contra a política "Don't ask, don't tell" das Forças Armadas norte-americanas, dois soldadas se algemaram em frente a Casa Branca, em Washington. Mas o protesto não durou muito. Ambos foram presos pela polícia na quinta, 18, por não terem acatado ao pedido dos policiais de se retirarem do local.
Em entrevista à CNN, o sargento David Schlosser, que está cuidando do caso, optou por não revelar os nomes dos envolvidos, pois eles ainda não foram processados. Contudo, a emissora identificou um dos rapazes como sendo Dan Choi. Dan virou notícia mundial ao revelar ser gay em rede nacional num programa da rede MSNBC, em 2009. Logo após a aparição, o Exército expulsou Choi de seus quadros.
 Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br
 
Aumenta a reijeição do Congresso à união civil homo
Por Welton Trindade
 
Mais um motivo de preocupação para o ativismo LGBT nacional. Pesquisa realizada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) mostra que a atual legislatura, que compreende os anos que vão de 2007 a 2010, é a que mais rejeita a união civil entre pessoas do mesmo sexo em comparação com às duas anteriores.
Os dados preocuparam a entidade. No relatório do levantamento, há a conclusão de que o conservadorismo tem ganho força no parlamento nacional. Na legislatura 1999-2002, 30,4% dos deputados federais e senadores eram contrários ao projeto de lei da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Na legislatura seguinte (2003-2006), esse número caiu para 24,5%. E, no mandanto atual, o número quase dobra e chega a 47%. Os índices a favor da proposta por legislatura foram de 47%, 50% e 40% respectivamente.
A porcentagem de apoiadores da proposta (40%) é bem próxima do número de integrantes da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, que possui 247 integrante e é um das maiores. Os partidos com mais integrantes contrários à união civil está nos Democratas e no PSDB, cujas bancadas possuem mais de 50% de componentes com essa opinião. O PT é o partido com mais parlamentares favoráveis à questão: 66%.
O gênero do parlamentar também é algo que influi na opinião dele na hora de analisar os direitos LGBT. O índice de aprovação entre mulheres deputadas ou senadoras é de 70%. Entre homens parlamentares, o quantitativo cai para 49%.
Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), os números podem ser revertidos. "Quando explicamos para os parlamentares que o projeto não se trata de casamento gay, a rejeição cai. Vamos atuar neste sentido. Hoje há um grupo de deputados de 12 partidos trabalhando para aprovar a união estável." E essa é a nova demanda do movimento LGBT e não a união civil, como defendia o projeto da deputada Marta Suplicy, que foi abandonado. Essa mudança ocorreu neste ano e a pesquisa em questão não a abarcou. A pesquisa, intitulada "Como os parlamentares pensam os direitos das mulheres? - Pesquisa na Legislatura 2007-2010 do Congresso Nacional", foi realizada em 2007 com 54% dos parlamentares.
Fonte: http://www.paroutudo.com/materias/redacao/091020.php